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Nelson Piquet, GENIAL(!), simplesmente GE-NI-AL!!!
Piquet versus Senna, GP da Hungria 1986 Há 30 anos na F1, Nelson Piquet demonstrou sua genialidade com uma ultrapassagem (e algo a mais)... Há exatos 30 anos, Nelson Piquet demonstrou com genialidade e ousadia o porque é considerado um dos maiores nomes da Fórmula 1... Foi no GP da Hungria de 1986 que Piquet demonstrou toda uma incomparável maestria ao exercer sua profissão de piloto profissional na Fórmula 1, efetuando uma ultrapassagem sobre (o sempre “encardido”) Ayrton Senna. Mas não só por essa ultrapassagem – uma das mais geniais de todos os tempos na Fórmula 1 – que essa prova deve ser relembrada. Nesse dia Piquet também mostrou mais uma vez que, além de ousado ao volante, era um exímio interpretador das reações dos carros que guiava, o que lhe rendia a reconhecida fama de acertador. Por que esse detalhe é tão importante sobre essa ultrapassagem? Bem a história é um pouco mais longa do que somente descrever o momento da ultrapassagem sobre Ayrton Senna. Considerando que naquela época, como “companheiro” de equipe na Williams, Piquet tinha o famigerado e desafeto Nigel “Leão” Mansel, também de posse de um desejado (por diversos pilotos de então) FW11, sendo assim, ele tinha que ter seus trunfos na manga. Um desses trunfos, já comentado acima, era o acerto do carro, e a lição aprendida a duras penas por Piquet era não mais compartilhar essas informações dentro da equipe. Por quê? Por um detalhe relevante. Semanas antes nessa mesma temporada, Mansel dominou e venceu a prova realizada em Silverstone (Inglaterra) com um carro minuciosamente acertado... por Piquet(!). A partir de então, Piquet decidiu guardar para si seus próprios acertos. Isso lhe foi benéfico, pois já na prova seguinte em Hockenhein (Alemanha) ele superou o inglês, sendo mais rápido tanto na qualificação quanto na corrida, a qual venceu. Mas sua situação no campeonato ainda era desconfortável, considerando que continuava atrás do inglês na grelha de pontuação de pilotos e que a equipe “puxava a brasa pra sardinha” do britânico. Então na Hungria, ao testar os dois bólidos a sua disposição, Piquet optou por um acerto não usual de diferencial, distinto para seus dois carros, fazendo questão de não deixar tal informação chegar até o Leão e seus apoiadores técnicos dentro da equipe... Finalizado o classificatório para formação do grid, os 4 primeiros eram: Senna, Piquet, Prost e Mansel. Chega o domingo de corrida, a luz vermelha se apaga e Senna assume a liderança, seguido por Mansel, Piquet e Prost. Após algumas voltas, o ajuste exclusivo de Piquet começou a se mostrar o correto, permitindo que não só ultrapassasse, mas abrisse e muito do inglês, lançando-se à caça do compatriota na Lotus preta com números dourados. Alcançando a Senna, Piquet investe algumas vezes na tentativa de ultrapassá-lo até firmar sua intenção e segue à frente dele, chegando a abrir alguma vantagem. Ayrton fica mais para Prost (que também já superara o Leão que fazia uma corrida aquém das possibilidades de uma Williams bem acertada) do que para Nelson. Eis então que o francês abandona a corrida e a 3ª posição “cai no colo do britânico” e com isso Senna tem um pequeno “fôlego”. Completada pouco mais de metade da prova, Nelson vai para os boxes substituir os pneus de seu FW11 (em sua única parada nessa prova) e Ayrton reassume a ponta, dosando o consumo de seus pneus e tentando administrar a distância para o determinado piloto da Williams. O desempenho do FW11 de Piquet mostrou-se ainda mais superior com a proximidade do final da peleja, tanto que ele encostou no 99T de Senna. Daí então se deu uma das mais emblemáticas disputas pela liderança de prova na F1, culminando com a antológica ultrapassagem de Piquet sobre Senna. Computadas pouco mais de 50 voltas, a distância entre eles era algo em torno de 1 segundo e Piquet investiu numa primeira tentativa, vindo por dentro na reta dos boxes. Senna, em manobra de defesa, “jogou” sua Lotus para a direita, obrigando o espremido Piquet a se “segurar” pela borda da pista já acessando a área de escape. Não conformado, Piquet se manteve ali (em 2º) por somente mais duas voltas (talvez estudando o rival). Em uma nova investida, dessa vez por fora, ou seja, com a curva no final da reta à direita, Piquet posicionou sua Williams à esquerda da Lotus de Senna e dividindo a pista lado a lado com o oponente numa manobra espetacular, atrasou ao máximo sua frenagem, entrando na curva literalmente de lado e em derrapagem nas quatro rodas, aplicando um contra-esterço, já a frente de Senna e não permitindo o revide do rival. Uma Pin-tu-ra! Simplesmente GENIAL! Obrigado Nelson Piquet! Texto: Ronaldo Arrighi Para assistir, ver, rever, celebrar e surpreenda-se com a (talvez) mais espetacular ultrapassagem já vista na Fórmula 1.
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